Canal do Panamá

Coordenadas9.1° N 79.681° O

Canal do Panamá é um canal com 81 quilômetros de extensão, que corta oistmo do Panamá, ligando assim o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico, noPanamá. Para transpor o desnível entre os oceanos, foram construídos 3 sistemas de comportas. As receitas geradas pelos tributos sobre a carga transportada representam 25% das riquezas do país.







Características

O canal possui quatro grupos de eclusas no lado do Pacífico e um outro grupo no lado do Atlântico. Neste último, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 140 metros de altura e pesam 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 56kW é suficiente para abri-las e reabri-las. O lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelorio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois, através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas, de modo que os barcos possam passar nas duas direções. Os navios são dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários. O lado do Pacífico é 24centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas.
Diversas ilhas situam-se no lago Gatún, incluindo a ilha Barro Colorado, um santuário mundial de vida selvagem.

História

Antecedentes

Foram diversos os navegadores, ao longo da História, que procuraram uma passagem entre os Oceanos Atlântico e Pacífico. O português Fernão de Magalhães, a serviço da Coroa Espanhola, descobriu, em 1520, um estreito que recebeu o seu nome (estreito de Magalhães). A partir de então, a ligação entre os dois oceanos tornava-se possível, através de uma viagem que era longa, demorada e arriscada, levando a que se cogitasse à abertura de um canal que os unisse.
A primeira tentativa conhecida foi empreendida ainda sob o reinado de Carlos I de Espanha, em 1523, mas como as seguintes, até aoséculo XIX, quando se cogitou em transportar as embarcações por ferrovia através do istmo, não teve sucesso.

A tentativa francesa

Em 1878, o francês Ferdinand de Lesseps, construtor do canal de Suez, obteve uma concessão do governo da Colômbia, a quem a região pertencia à época, autorizando a sua companhia a iniciar as obras de abertura do canal.
O projeto de Lesseps constituía-se na abertura de um canal ao nível do mar. Entretanto, na prática, os seus engenheiros nunca conseguiram uma solução prática para o problema do curso do rio Chagres, que atravessava em diversos pontos o traçado projetado para o canal. Além disso, a abertura deste ao nível do mar, implicava na completa drenagem daquele rio, um desafio para a engenharia da época.
As obras iniciaram-se em 1880, com base na experiência de Suez. Entretanto, as diferenças de tipo de terreno, relevo e clima constituíram-se em desafios inconsideráveis. Chuvas torrenciais, enchentes, desmoronamentos e altíssimas taxas de mortalidade de trabalhadores devido a doenças tropicais, nomeadamente a malária e a febre amarela, causaram demoras imprevistas no projeto original. Em 1885, o plano inicial de um canal ao nível do mar foi alterado, passando a incluir uma comporta. Mas, após quatro anos de investimentos e trabalho, a companhia veio a falir.

A tentativa estadunidense


Trabalhos de construção na falha de Gaillard, 1907.
O presidente estado-unidense Theodore Roosevelt estava convencido de que os Estados Unidos podiam terminar o projeto, e reconheceu que o controle estado-unidense da passagem do Atlântico ao Pacífico seria de uma importância militar e econômica considerável. O Panamá fazia então parte da Colômbia, de modo que Roosevelt começou as negociações com os colombianos para obter a permissão necessária. No início de 1903, o Tratado Hay-Herran foi assinado pelos dois países, mas o Senado colombiano não o ratificou. No que foi então, e ainda hoje é, um movimento polêmico, Roosevelt deu a entender aos rebeldes panamenhos que, se eles se revoltassem contra a Colômbia, a marinha estado-unidense apoiaria a causa de independência panamenha. O Panamá acabou por proclamar sua independência em 3 de Novembro de 1903, e a canhoneira U.S.S. Nashville, em águas panamenhas, impediu toda e qualquer interferência colombiana.
Quando as lutas começaram, Roosevelt ordenou à Marinha estado-unidense estacionar navios de guerra perto da costa panamenha para "exercícios de treinamento". Muitos argumentam que o medo de uma guerra contra os Estados Unidos obrigou os colombianos a evitarem uma oposição séria ao movimento de independência. Os panamenhos vitoriosos devolveram o favor a Roosevelt permitindo aos Estados Unidos o controle da Zona do canal do Panamá em 23 de Fevereiro de 1904 por US$ 10 milhões (como previsto noTratado Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de Novembro de 1903) e de uma renda anual de 250 mil dólares a partir de 1913[2].

Construção das eclusas de Pedro Miguel, no início da década de 1910, mostrando as paredes centrais (vistas ao norte).
O primeiro engenheiro-chefe do projeto foi John Findlay Wallace. Prejudicado pelas doenças e pela escassa organização, sem condições de trabalho, acabou por se demitir após um ano.
O segundo engenheiro-chefe, John Stevens, optou pela construção de um canal com eclusas, propondo-se a controlar o curso do rio Chagres por meio de um aterro de grandes dimensões, formando uma barragem em Gatún. O lago artificial assim formado não apenas forneceria a água e a energia elétrica necessários à operação das eclusas, como também constituiria uma via líquida, que cobriria um terço da distância no istmo. Stevens conseguiu construir a maior parte da infraestrutura necessária para as obras, incluindo a construção de casas para os trabalhadores, a reconstrução da ferrovia do Panamá destinada ao transporte de carga pesada e o projeto de um método eficiente de remoção de entulho decorrente do desmonte de rochas pela ferrovia. Viria a demitir-se, por sua vez, em 1907.
Nesta etapa, o grande sucesso dos EUA foi a erradicação do mosquito transmissor da febre amarela, que havia vitimado cerca de vinte mil trabalhadores franceses. Com base nos trabalhos do médico cubano Juan Carlos FinlayWalter Reed havia descoberto em Cuba, durante aGuerra Hispano-Americana, que a doença era transmitida por mosquitos. Desse modo, as novas medidas sanitárias introduzidas pelo Dr.William C. Gorgas eliminaram a febre amarela em 1905 e melhoraram as condições de higiene e trabalho.
O terceiro e último engenheiro-chefe foi o coronel George Washington Goethals. Sob a sua direcção, os trabalhos de engenharia foram divididos entre a construção de represas, de eclusas e de lagos em ambos os lados, e o grande trabalho de escavação através da falha continental em Culebra (Passo de Culebra, hoje conhecido como Falha de Gaillard).

Inauguração


navio de passageiros SS Kroonlandatravessando o canal em 1915.
Após dez anos de trabalho e da escavação de um volume de material quase quatro vezes maior do que o inicialmente projetado, o canal foi finalmente concluído a 10 de Outubro de 1913, com a presença do presidente estadunidense Woodrow Wilson, que naquela data apertou o botão para a explosão do dique de Gamboa. Diversos trabalhadores das Índias Ocidentais trabalharam no canal, e a sua mortalidade oficial elevou-se a 5.609 mortos.
Concluídas as obras complementares, quando o canal entrou finalmente em atividade, a 15 de Agosto de 1914, constituía-se numa maravilha tecnológica. A complexa série de eclusas permitia até mesmo a passagem dos maiores navios de sua época. O canal foi um triunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos, e revolucionou os padrões de transportemarítimo.

Um "Panamax" na eclusa de Miraflores.
Os Estados Unidos usaram o canal durante a Segunda Guerra Mundial para revitalizar sua frota militar devastada no Pacífico, após o ataque a Pearl Harbour em 7 de dezembro de 1941. Alguns dos maiores navios que os Estados Unidos tiveram que enviar pelo canal foram porta-aviões, em particular o USS Essex. Estes eram tão largos que, apesar de as eclusas poderem contê-los, os postes de luz que ladeiam o canal tiveram que ser removidos para que pudessem passar. Atualmente, os maiores navios que podem atravessar o canal são conhecidos como Panamax.

Novo Canal

Está em curso um projeto de ampliação do canal do Panamá, com a construção de uma nova hidrovia, que permitirá a passagem de navios muito maiores que os atuais, serão chamados: post-panamax. Segundo o projeto o Novo Canal do Panamá será inaugurado durante as festividades dos 100 anos do primeiro canal.

Cessão do Canal ao Panamá


Sede administrativa do Canal do Panamá em Balboa, Panamá.
O canal e a Zona do Canal em torno foram administrados pelos Estados Unidos até 1999, quando o controle foi passado ao Panamá, como previsto pelos Tratados Torrijos-Carter, assinados em 7 de setembro de 1977, nos quais o presidente dos estados-unidos Jimmy Carter cede aos pedidos de controle dos panamenhos. Os tratados previam uma passagem gradual do controle aos panamenhos, que se terminou pelo controle total do canal pelo Panamá em 31 de Dezembro de1999.
O Panamá tem, desde então, melhorado o Canal, quebrando recordes de tráfego, financeiros e de segurança ano após ano. O Canal do Panamá foi declarado uma das Sete maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade estado-unidense de engenheiros civis.


Linha do Tempo
1881 - A Compagnie Universelle du Canal Interocéanique, empresa francesa, inicia as escavações do Canal graças a uma concessão da Colômbia, dona das terras na época.

1914 - O Canal do Panamá é inaugurado pelos EUA. Eles apoiaram a independência do Panamá e assumiram as obras após os franceses abandonarem o barco em 1898.

1979 - Acaba o contrato que dava aos EUA o controle exclusivo do Canal. A partir de 1979, eles passaram a dividir a administração com o Panamá.

1999 - O Panamá finalmente assume o controle total sobre o principal atalho marítimo do mundo, conforme acordo assinado com os EUA em 1977.

2005 - Em apenas cinco anos, o Canal rende 3,3 bilhões de reais ao Panamá! Um navio cargueiro pode pegar até 500 mil reais para atravessá-lo.

2025 - Deverá ser inaugurada a ampliação do Canal, que será capaz de receber supercargueiros com 49m de largura e 365m de comprimento.







Projeções Cartográficas


Projeções Cartográficas

Projeção cartográfica é a representação de uma superfície esférica (a Terra) num plano (o mapa), ou seja, trata-se de um "sistema plano de meridianos e paralelos sobre os quais pode ser desenhado um mapa" (Erwin Raisz.Cartografia geral. P. 58).

O grande problema da cartografia consiste em ter de representar uma superfície esférica num plano, pois, como é sabido, a esfera é um sólido não- desenvolvível, isto é, não-achatável ou não planificável. Assim, sempre que achatarmos uma esfera, necessariamente ela sofrerá alterações ou deformações.

Experimente, por exemplo, cortar uma laranja ao meio e depois pressionar (achatar) uma dessas partes sobre uma superfície plana.

Isso quer dizer que todas as projeções apresentam deformações, que podem ser em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Assim, cabe ao cartógrafo escolher o tipo de projeção que melhor atenda aos objetivos do mapa.

A maior parte das projeções hoje existentes deriva dos três tipos ou métodos originais, a saber: cilíndricas, cônicas e planas ou azimutais.

projeção cilíndrica resulta da projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Esse tipo de projeção:

  • apresenta os paralelos retos e horizontais e os meridianos retos e verticais;
  • acarreta um crescimento (deformação) exagerado das regiões de elevadas latitudes;
  • é o mais utilizado para a representação total da Terra (mapas-múndi).

projeção cônica resulta da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. Esse tipo de projeção:


  • apresenta paralelos circulares e meridianos radiais, isto é, retas que se originam de um único ponto;
  • é usado principalmente para a representação de países ou regiões de latitudes intermediárias, embora possa ser utilizado para outras latitudes.


    projeção azimutal resulta da projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). De acordo com Erwin Raisz (famoso cartógrafo americano), as projeções azimutais são de três tipos: polar, equatorial e oblíqua. Elas são utilizadas para confeccionar mapas especiais, principalmente os náuticos e aeronáuticos.



Alguns dos mais conhecidos tipos de projeção cartográfica.

Projeção de Mercátor


Idealizada no século XVI, a projeção cilíndrica de Mercátor tornou-se a preferida dos navegantes por ser a única em que as direções podiam ser traçadas em linha reta sobre o mapa.
Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cruzam formando ângulos retos. Pertence ao tipo chamado conforme, porque não deforma os ângulos. Em compensação, as áreas extensas ou situadas em latitudes elevadas aparecem nos mapas com dimensões exageradamente ampliadas.


Projeções de Mollweide e Aitoff


Essas projeções são do tipo equivalente, isto é, conservam a proporção ou equivalência das áreas representadas em detrimento da forma. Nelas, os paralelos são horizontais e estão de tal modo espaçados que cada área limitadas por dois deles conserva a mesma proporção da área real, embora possa variar muito no tocante à forma. Elas têm formato elíptico e são muito utilizadas para a confecção de mapas-múndi.


Projeção interrompida de Goode


A projeção interrompida ou descontínua do professor norte-americano Paul Goode é um tipo diferenciado de projeção idealizado pelo autor com a finalidade principal de mostrar a equivalência das massas continentais e oceânicas. Para tanto, os mapas que apresentam esse tipo de projeção trazem as referidas massas interrompidas ou descontínuas.

As Esferas Terrestre


Atmosfera


O termo Hidrosfera vem do grego: Atmo = vapor, gás + sfaíra = esfera, ou seja, esfera do gás. Corresponde a uma camada gasosa que envolve a Terra no qual protege do choque contra os corpos celestes, filtra os raios solares e retém parte parte do calor absorvido pelo planeta.
Costuma-se dividir a atmosfera em quatro camadas:
  • Troposfera – camada em que a humanidade mantém contado direto.
  • Estratosfera – é nessa camada que encontra-se a maior parte do gás ozônio.
  • Mesosfera – também possui o gás ozônio, mas é uma região pouco conhecida.
  • Ionosfera – protege a Terra contra choques com outros corpos celestes.
Litosfera




O termo Litosfera vem do grego: Lithos = pedra, sólido + esfera, ou seja, esfera sólida. Corresponde a parte sólida da superfície terrestre basicamente constituída por rochas e solo. Sua estrutura interna pode ser dividida em:
  • Crosta terrestre – é camada superficial da Terra, a parte onde vivemos.
  • Manto – fica abaixo da crosta terrestre e é constituída por magma, material de consistência pastosa proveniente de rochas derretidas.
  • Núcleo – localiza-se na parte central da Terra e pode ser divido em duas partes: núcleo externo (constituído de ferro e níquel derretido) e núcleo interno (constituído principalmente de ferro sólido).

Hidrosfera


O termo Hidrosfera vem do Grego: Hidro = água + esfera, ou seja, esfera da água. Compreende a todas as águas existentes no nosso planeta. Essas águas podem ser classificadas em oceânicas e continentais.
Hidrosfera
  • Águas oceânicas – corresponde aos oceanos no qual são divididos em: Pacífico, Atlântico, Índico e Glacial Ártico. Nessa categoria inclui-se, também, os mares.
  • Águas continentais – são águas que escorrem ou acumulam na superfície da terra, representados pelos rios (fluviais), lagos (lacustre) e geleiras (glaciais).

  • BIOSFERA: a ”teia da vida”


A biosfera é o espaço da vida que envolve o planeta Terra. Seu limite superior é a camada de ozônio, situada a 14 km de altura no equador e aproximadamente a 7 km dos pólos; camada essa que protege os seres vivos da radiação ultravioleta do sol. Seu limite inferior varia desde os primeiros centímetros de profundidade do solo, junto à sua superfície, até o fundo do oceano (aproximadamente 10 km).
A Biosfera como espaço de vida do planeta é muito pequeno, e pode ser considerado como uma lâmina bastante estreita que envolve a Terra, como se tratasse de uma folha de papel se compararmos sua espessura com o volume total do planeta.

Principais constituintes

Embora seja uma película bastante estreita, a Biosfera apresenta uma estrutura bastante complexa e dinâmica: sua composição varia continuamente pois é o resultado da atividade biológica que nela se realiza permanentemente há milhares de anos.
Entre as quais as atividades antrópicas (do homem) que de forma bastante rápida, especialmente nestes últimos 50 anos, muito lhe tem influenciado. Fisicamente a Biosfera está composta de três partes: a hidrosfera (água, ambiente líquido: rios, lagos, mares), a litosfera (parte sólida da terra acima do nível das águas: rochas, solo) e a atmosfera (camada de gás que envolve a terra: ar e seus componentes).
Seus elementos fundamentais (água, solo e ar), junto com a energia do sol (energia radiante) constituem a vida no planeta tal como a conhecemos, manifestada tanto na forma animal como vegetal.
A posição do nosso planeta com relação ao sol fornece condições únicas propícias para a existência da vida, pelo menos da forma como nós a conhecemos e percebemos. A biosfera fornece as condições de uma verdadeira estufa (daí o nome do fenômeno efeito estufa), uma vez que permite a união ideal entre temperatura e água de forma constante e em quantidade ideal para a manifestação das diversas formas de vida animal e vegetal.
De um lado, a atmosfera com seus elementos – incluindo a camada de ozônio – nos protege da entrada da parte nociva da radiação solar (radiações ultravioletas) e não deixa escapar o calor que é desprendido do solo depois que o sol se põe (atua como um manto protetor).
De outro, o vapor que é desprendido da hidrosfera (mares, lagos, rios, etc) também é aprisionado debaixo deste manto e diariamente é transformado novamente em água pelo processo de condensação (quando este vapor de água sobre e encontra o frio das camadas superiores da atmosfera) transformando-se em chuva que, deste modo, enchem novamente os mananciais de água, num ciclo continuo e interminável que conhecemos como ciclo hidrológico.
Estas características permitem afirmar que nossa Biosfera é única no Universo, pois este conjunto de fenômenos é exclusivo do nosso planeta. Isto não significa que não exista vida em outros planetas, outras biosferas, mas dificilmente serão similares as formas de vida que aqui dispomos.

A formação da terra e da biosfera

A história da biosfera, portanto, se confunde com a história do nosso planeta e com a própria história do Universo, cuja teoria de formação mais aceita é do Big Bang - a Grande Explosão.
Há 15 bilhões de anos atrás uma quantidade formidável de matéria, até então concentrada num ponto imaginário, explodiu e a partir de então, em processos contínuos de expansão e condensação, por 11 bilhões de anos passou a formar as galáxias (conjunto de estrelas).
Ao redor destas estrelas, processou-se a formação de planetas, a exemplo do nosso – planeta Terra – que se formou ao redor da estrela que conhecemos como sol, formando junto com os demais nove planetas o nosso Sistema Solar, pertencentes a galáxia chamada Via Láctea.
Estima-se em 4,6 bilhões de anos o início da formação de nosso planeta, e a Biosfera um pouco depois (3,5 bilhões de anos) atingindo as características que permitiu o aparecimento de todas as espécies que conhecemos somente há um bilhão de anos atrás com a formação da camada de ozônio.

A Biosfera e os Ecossistemas

A Biosfera como o espaço total de vida da Terra, poder ser considerado o maior sistema que representa o planeta. Este termo foi utilizado pela primeira no séc. XIX pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Um sistema é um conjunto de partes que interagem entre si.
Em 1934, um pesquisador inglês – Tansley – propôs o conceito de Ecossistema para designar um determinado ambiente povoado por seres vivos e ao mesmo tempo o conjunto de seres vivos que povoam este mesmo ambiente. Desta forma os ecossistemas podem ser considerados as unidades funcionais básicas da Biosfera.
Resultam de um conjunto de fatores bióticos (seres vivos) e de fatores abióticos (meio físico/químico) que interagem de forma inseparável, num dado local, promovendo uma ciclagem de materiais entre componentes vivos e não vivos.
Assim, cada local do planeta, em função de suas características próprias oriundas das interações entre solo, água, ar e energia do sol, apresenta manifestações peculiares de vida, que constituem por sua vez distintos ecossistemas. Com este entendimento considera-se, portanto, a Biosfera como o resultado da interação entre todos os ecossistemas do planeta.
Os agrupamentos sociais e o conjunto das atividades humanas conferem características adicionais aos ecossistemas naturais, com inúmeras outras interações fruto dos aglomerados e atividades econômicas sejam nas cidades (ecossistemas urbanos) ou no campo (agroecossistemas).

A teia da vida

Ao apresentar o conceito de Ecossistema Tansley deixou também o entendimento de que nenhuma espécie vive sozinha: O ecossistema é um conjunto de seres vivos mutuamente dependentes uns dos outros e do meio ambiente no qual eles vivem.
Este conceito evidencia a interdependência dos seres vivos, uma vez que todas as formas de vida, das mais simples às mais complexas, não existem isoladamente na natureza.
Na natureza todos os seres vivos interagem permanentemente entre si, constituindo um sistema onde cada um contribui à vida dos demais e destes se nutrem.
Cada ser fornece e recebe matéria prima para os outros, tornando-se assim a vida possível para todos. É a idéia da teia da vida, retomada mais recentemente por vários autores. A partir desta metáfora, do símbolo da teia, tecido ou rede, se pode entender a vida como resultado de uma trama resultante da interação de partes (fios) que se unem para construir um todo diferente e novo.
Os sistemas vivos – os ecossistemas – resultam de um processo similar ao ato de tecer, como se fora uma rede, cujas uniões (relações) entre os nós são mais importantes que estes.
Os nós da rede são importantes, mas sempre serão resultantes das conexões estabelecidas entre si: o fortalecimento da rede será o resultado da qualidade das relações entre os nós.
Por isso, dize-se que a biosfera é um sistema complexo (do latim – complexus: o que é tecido junto) e que para entender os sistemas vivos é necessário o pensamento complexo, de modo a se enxergar o conjunto, o todo, o sistema completo, a biosfera, a teia da vida.

    Há na terra uma faixa de acerca de 20 Km, vai das mais altas montanhas aos mais profundos oceanos, que se pode chamar de moradia da natureza.
    Essa faixa, a biosfera, é ocupada pelos mais diversos ecossistemas terrestres (florestas, campos, desertos, etc.), marinhos e de água doce.
    Ecossistemas, você já sabe, são constituídos por fatores não-vivos, como água, ar, solo, luz e temperatura; e por uma parte viva, composta pelas diferentes populações de seres vivos.
    Tanto a parte viva como a não-viva mostram uma enorme diversidade de formas, tamanhos, cores e associações.
    Assim, cada ambiente tem suas próprias características quanto aos tipos de rochas, de solos, de plantas, de animais e de microorganismos.